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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Amar e deixar-se amar



Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!”
(João 13, 6-8)

Meus irmãos, 

Nesta Quinta-feira Santa, Nosso Senhor institui o Sacramento da Eucaristia, o Sacramento do Amor, e junto com ele, o Sacramento da Ordem. A Eucaristia, o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor é, como aprendemos, o memorial da Nova e Eterna Aliança e esse é, sem dúvida o aspecto mais importante da Liturgia de hoje.

Mas, eu quero propor a vocês um outro aspecto presente no Evangelho de hoje, talvez mais discreto mas que também é, sem dúvida, muito importante, que é o momento do lava-pés.

Hoje, o Evangelho chama a nossa atenção para o gesto de Jesus que lava os pés dos seus discípulos, deixando um testamento, com as suas palavras e o seu exemplo, pelo qual nós devemos fazer o mesmo aos nossos irmãos. Não estamos repetindo um rito vazio, mas, sejamos sensíveis aos gestos de Jesus hoje que se tornam «sacramento», isto é, visibilidade, linguagem simbólica de uma única realidade que é o AMOR do PAI em JESUS CRISTO por cada um de nós.

Jesus, enquanto lava os pés dos discípulos, ao chegar em Pedro, este não aceita o gesto do Mestre e o considera como algo inadmissível:“Tu nunca me lavarás os pés!”. Queridos, a atitude de Pedro nos ajuda neste retiro a entender, pouco a pouco que, para nós mesmos, é muito difícil receber, muito difícil. Para nós é mais prazeroso e nos sentimos bem doando, em oferecer ajuda a quem necessita, em sermos fortes e generosos, em termos palavras de consolo para os outros… 

Esta é a nossa natureza: queremos ser pessoas úteis e ativas, por isso, não damos o braço a torcer, encontrar-se em necessidade é sair da “ação” para “recepção”, sair do estado de “controle” para o estado de “dependência”. Embora nos pareça difícil, este é o caminho da nossa maturidade.

Este é o processo de uma criança, por exemplo, que, sendo pequena, não pode senão depender dos seus pais e de outros, mas este depender é muito importante porque somente recebendo e dependendo dos seus pais, é que a criança chega à maturidade, saindo de si para ir ao encontro do outro. A criança sai de uma postura de “recepção” e vai, pouco a pouco, para a postura de “oblação”, vai aprendendo a amar.

Quando não recebemos o amor que precisamos na nossa infância, quando não recebemos tudo de que necessitamos, quando aprendemos a nos virar, podem brotar duas posturas disso: 
1) A primeira quando nos tornamos rígidos, achamos que não merecemos o amor, porque não tivemos quem nos amasse e nos desse o que precisávamos, dizemos “eu me bastei a mim mesmo” e levamos uma vida de fechamento, só de pensar em depender de alguém reavivamos a nossa dor e lembrança do vazio deixado por outros. É uma postura que se enquadra no comportamento de Pedro, “Senhor, tu nunca me lavarás os pés!”

2) A segunda postura é a da criança que não foi amada de maneira que a ajudasse no processo de seu crescimento e quando é adulta, continua sendo uma eterna criança, exigindo que outros supram as suas carências, não se contenta com coisas pequenas… de novo a postura de Pedro quando diz, “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. É não confiar no amor dado por quem está do nosso lado. Qualquer atitude em favor de outra pessoa se torna, tão somente, uma busca de si mesmo. É uma pessoa capaz de grandes coisas para suprir a si mesma.

As duas posturas impedem a doação de si numa relação de amor, a pessoa nunca entenderá que para amar é necessário abaixar-se, fazer-se pequeno, e estar aberto a receber, a depender. Maduro é quem sabe que possui algo, porque depende de algo. Não se sentirá humilhada a pessoa que, se abaixando, sabe que possui algo, e que não lhe falta nada. Não nos falta o Amor de que necessitamos. Se compreendermos isso, “seremos felizes se o praticarmos”.



Frater Luiz Francisco, sjs
Louvados sejam Jesus e Maria!



sábado, 17 de janeiro de 2015

Minha Inspiração (Juninho Cassimiro)



Através da preciosa arte de Juninho Cassimiro, vamos louvar ao Criador, Deus Amor, que se revela a nós sempre e sempre renova em nossos lábios e em nossa vida a sua Obra de Louvor! Recebe, Senhor, o nosso canto de Amor!

No Louvor!
Frater Luiz Francisco, sjs.


Grande é o Poder da Graça Divina. (Santa Faustina)





Ó Deus, Único na Santíssima Trindade, quero amar-vos como nenhuma alma vos adorou. E, embora seja por demais miserável e pequenina, lancei bem fundo a âncora da minha confiança no abismo da Vossa Misericórdia, ó meu Deus e Criador! Apesar da minha extrema miséria, nada receio, mas tenho esperança de vos cantar eternamente o hino de Louvor de Glória.Que nenhuma alma, por mais miserável que seja, caia em dúvida: enquanto viver, qualquer uma pode atingir uma grande santidade, tão grande é o poder da Graça Divina. Depende apenas de não nos opormos à Ação de Deus.

Fonte: Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa, Diário, § 283.

- Uma profunda e verdadeira confiança na Misericórdia Divina... Eis o caminho de toda alma que deseja chegar à Santidade, caminhar na firme dependência de Deus e no seu Poder Divino.

Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Oraçao para pedir humildade

Obrigado, Senhor! Como filhos que somos, trazemos o nosso coração exultante e grato pela graça de ministrar no Teu Nome, cantar os teus hinos e ministrar o teu Louvor que é também o nosso canto filial. Nós somos os teus servos e Tu, Amado Senhor, és o nosso existir e o nosso louvar, a Melodia e a Harmonia do nosso ministério. Conceda-nos, Senhor, que tudo em nosso ministrar seja uma resposta ao Teu Amor Infinito, muito mais do que capacidades e dons naturais, mesmo porque, estes seriam poucos ou inúteis sem o teu auxílio, "ainda que belos e agradáveis". Queremos aprender de tua Mãe, singela e doce Maria, a serena consciência do nossa condição de servos! Te suplicamos: transforma a nossa vida no teu precioso Filho Jesus, que despojou-se de si para que tivessemos vida e que nos salvou pela Morte de Cruz. Capacita-nos no teu Espírito, ensinando-nos a jamais reclamar para nós a Glória, a Honra e o Louvor que pertencem a Ti. Amém.

Frater Luiz Francisco, sjs

Ladainha da Humildade
Autor: Cardeal Merry del Val


Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.


Que os outros sejam amados mais do que eu, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuido, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.


Verdadeira felicidade

Por: Wagner Dantas

Fruto do Amor de Deus, chamado à vida de Santidade em Comunhão com Deus, o homem detem a atenção da Trindade que não só deseja viver com o homem, mas viver no homem, fazendo nele Sua morada. Neste desejo, Deus vem colocar no coração do homem um lugar que só Ele pode preencher. Em sua liberdade o homem insiste em viver como se Deus não existisse, querendo encontrar motivos para se convencer de que Deus não liga para o Homem, que é indiferente ao homem. Em virtude disso, aquele lugar de Deus, que só o senhor pode preencher, o homem começa a tentar preencher esse vazio em busca da verdadeira felicidade que só Em Deus encontramos. Só em Deus há felicidade. 

Querendo preencher esse espaço vazio com coisa que passam e com felicidades momentâneas, o homem tende a voltar-se contra a si mesmo, se rebelando contra Deus e conta si. Mas Deus, apaixonado e cheio de amor pelo homem, sua imagem e semelhança, vem ao encontro do homem. Respeitando sua liberdade, Ele o chama, o espera e deseja encontrar-se com o homem. Os homens teimam em buscar Deus fora de si, quando Deus o espera dentro do coração do homem. Ao abrir-se para o toque do Amor de Deus, o homem se encanta, tem sede de Deus e deixa-se se enamora por Deus. É o toque de Deus na alma, que a atrai para si e a conduz por um caminho de e para a felicidade.

Não são os homens que de repente mudaram de vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí, o homem pode realizar as boas obras que Deus tem preparado para ele.

A Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para viver ele nos deu antes a graça de viver.

Nós podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a salvação. A sua libertação espiritual, não depende do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça de Deus.

No cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. Temos um grande auxilio no caminho ao encontro de Deus. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas.

Diante de tudo, reflitamos um pouco citando Bento XVI:

“O centro da existência, aquilo que dá sentido pleno e firme esperança ao caminho, frequentemente difícil, é a fé em Jesus, o encontro com Cristo”.

“Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrá-lo como uma Pessoa viva, de deixar-se implicar totalmente por ele e por seu Evangelho”

“Jesus convida a não deter-nos no horizonte humano e abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: receber o plano de Deus, isto é: 'Acreditar naquele que Ele enviou'.”


Frater Luiz Francisco, sjs