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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Oraçao para pedir humildade

Obrigado, Senhor! Como filhos que somos, trazemos o nosso coração exultante e grato pela graça de ministrar no Teu Nome, cantar os teus hinos e ministrar o teu Louvor que é também o nosso canto filial. Nós somos os teus servos e Tu, Amado Senhor, és o nosso existir e o nosso louvar, a Melodia e a Harmonia do nosso ministério. Conceda-nos, Senhor, que tudo em nosso ministrar seja uma resposta ao Teu Amor Infinito, muito mais do que capacidades e dons naturais, mesmo porque, estes seriam poucos ou inúteis sem o teu auxílio, "ainda que belos e agradáveis". Queremos aprender de tua Mãe, singela e doce Maria, a serena consciência do nossa condição de servos! Te suplicamos: transforma a nossa vida no teu precioso Filho Jesus, que despojou-se de si para que tivessemos vida e que nos salvou pela Morte de Cruz. Capacita-nos no teu Espírito, ensinando-nos a jamais reclamar para nós a Glória, a Honra e o Louvor que pertencem a Ti. Amém.

Frater Luiz Francisco, sjs

Ladainha da Humildade
Autor: Cardeal Merry del Val


Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.


Que os outros sejam amados mais do que eu, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuido, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, 
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.


Verdadeira felicidade

Por: Wagner Dantas

Fruto do Amor de Deus, chamado à vida de Santidade em Comunhão com Deus, o homem detem a atenção da Trindade que não só deseja viver com o homem, mas viver no homem, fazendo nele Sua morada. Neste desejo, Deus vem colocar no coração do homem um lugar que só Ele pode preencher. Em sua liberdade o homem insiste em viver como se Deus não existisse, querendo encontrar motivos para se convencer de que Deus não liga para o Homem, que é indiferente ao homem. Em virtude disso, aquele lugar de Deus, que só o senhor pode preencher, o homem começa a tentar preencher esse vazio em busca da verdadeira felicidade que só Em Deus encontramos. Só em Deus há felicidade. 

Querendo preencher esse espaço vazio com coisa que passam e com felicidades momentâneas, o homem tende a voltar-se contra a si mesmo, se rebelando contra Deus e conta si. Mas Deus, apaixonado e cheio de amor pelo homem, sua imagem e semelhança, vem ao encontro do homem. Respeitando sua liberdade, Ele o chama, o espera e deseja encontrar-se com o homem. Os homens teimam em buscar Deus fora de si, quando Deus o espera dentro do coração do homem. Ao abrir-se para o toque do Amor de Deus, o homem se encanta, tem sede de Deus e deixa-se se enamora por Deus. É o toque de Deus na alma, que a atrai para si e a conduz por um caminho de e para a felicidade.

Não são os homens que de repente mudaram de vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí, o homem pode realizar as boas obras que Deus tem preparado para ele.

A Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para viver ele nos deu antes a graça de viver.

Nós podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a salvação. A sua libertação espiritual, não depende do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça de Deus.

No cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. Temos um grande auxilio no caminho ao encontro de Deus. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas.

Diante de tudo, reflitamos um pouco citando Bento XVI:

“O centro da existência, aquilo que dá sentido pleno e firme esperança ao caminho, frequentemente difícil, é a fé em Jesus, o encontro com Cristo”.

“Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrá-lo como uma Pessoa viva, de deixar-se implicar totalmente por ele e por seu Evangelho”

“Jesus convida a não deter-nos no horizonte humano e abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: receber o plano de Deus, isto é: 'Acreditar naquele que Ele enviou'.”


Frater Luiz Francisco, sjs


sábado, 26 de outubro de 2013

“Una-se a mim”

Música e oração da semana – Fátima Souza, “Una-se a mim”
Uma linda canção...


Frater Luiz Francisco, sjs

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ministros de música, arrependam-se de seus pecados

Por: Padre Jonas Abib (Fundador da Comunidade Canção Nova) 

"Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: 'Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Deus, sê propício a mim, pecador!'"(Lucas 18.9-14).

“Jesus filho de Deus Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”. Essa oração é para quem quer chegar à santidade, é preciso reconhecer o pecado e clamar a misericórdia de Deus. Com esta frase “Jesus filho de Deus, Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”, você pode rezar um Terço Bizantino. Nós não somos resgatados da “vida velha” somente pela nossa boa vontade, é preciso a graça de Jesus, o Salvador. 

Muita gente está procurando um salvador em tantas coisas e pessoas, em religiosidade. Mas a salvação vem de Deus.

O coração do Pai dói quando nos vê no pecado. O pecado nos desfigura, destrói a coisa mais importante em nós, porque “o salário do pecado é a morte” (cf. Rm 6, 23), como ensina a Palavra de Deus. Primeiramente, o pecado leva à morte espiritual, depois à morte psíquica e mais tarde à física. Quantos jovens morrendo com Aids, cometendo suicídio e nas drogas. 

O arrependimento é muito mais que sentimento, é decisão, é arrepiar o caminho, ou seja, voltar para trás se percebemos que o caminho é perigoso: se estamos em um trecho e encontramos uma cobra perigosa, provavelmente voltaríamos para trás, arrepiamos o caminho. Mas hoje tem gente “alisando e brincando com a cobra”, porque temos brincado demais com o pecado.

O fariseu orgulhoso não enxergou o seu pecado, mas sim, as coisas boas que fazia; no entanto, todos nós fazemos coisas boas e não fazemos mais que nossa obrigação. Enquanto o publicano, lá no fundo, batia no peito e dizia que por ser pecador que o Senhor tivesse piedade dele. A conversão acontece quando reconhecemos os nossos pecados.

 “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” 
(I João 1,8).

Hoje estamos sendo enganados, tirando o peso do pecado, estamos o justificando nas nossas limitações; mas, limitação não é pecado. Por isso, assuma o pecado; não dá para cuidar dele como um nada. Olhe o crucifixo e entenda o que é pecado. Não dá para cuidar de um câncer como se fosse uma “doencinha” qualquer; o mesmo ocorre com o pecado: não podemos “dar moleza” a ele. 

 “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1,9).

Há pessoas acostumadas com o pecado, e vão tocar e cantar nas Santas Missas, mas é preciso combatê-lo (o pecado) como se combate o câncer e a Aids.


Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

O que é Ministério de Música?

O Ministério de Música é um instrumento de Deus posto a serviço da comunidade para atrair os homens.



Seu principal propósito é administrar o Amor, a Palavra e o Espírito de Deus ao seu povo. Com a música e o canto se pode evangelizar, ensinar, inspirar, alentar, profetizar, e é vital na adoração a Deus; por isso, o Ministério de Música deve receber uma atenção cuidadosa.

O que é o Ministério?

O Ministério da Música é, em si, a alegria das assembléias. As pessoas gostam de cantar e Deus gosta que elas cantem, porém, é algo mais que entoar um canto, por mais bonito que este seja, é ver o Espírito de Deus amando e formando o homem, transformando-o em criatura nova, moldando-o à imagem de Jesus Cristo. Com os cantos, Deus chega ao coração humano para falar-lhe e atraí-lo para Ele; Deus usa os cantos para dar consolo, esperança, gozo, amor e paz. E o homem usa o canto para dar-lhe glória, louvá-lo, para agradecer-lhe, pedir-lhe que, como Ele, outro Deus não há.



Um Ministério de Música é formado por pessoas que:
- encontram-se com Deus;
- converteram-se a Ele;
- freqüentam os sacramentos;
- conhecem a Palavra de Deus;
- dão testemunho de vida;
- vivem uma relação pessoal com Deus, na oração e com os homens na comunidade;
- formam Igreja;
- possuem inquietações musicais;
- encontram seu serviço neste Ministério.

Há, nas comunidades, muita gente que Deus chamou para este serviço, que resistem a Ele, que sabe ser por força do compromisso, logrando com isso um pobre crescimento espiritual e um sofrimento, porque não vêem, claro, não obedecem ou não entendem qual é a vontade de Deus para eles. Além disso, pelo atrativo deste Ministério, sua simplicidade e sobretudo sua projeção nos grupos de oração faz com que um grande número de pessoas se aproximem dele (em especial jovens), para expressar com cantos o que o seu coração sente.

Normalmente se apresentam duas características fundamentais naquele líder que dirige este ministério: Uma é a espiritual e a outra, a musical. Estas duas características podem se apresentar numa mesma pessoa, ainda que não seja de todo necessário, já que existem ministérios que têm dois dirigentes ou cabeças; um dirige a questão espiritual do grupo, enquanto que o outro dirige a musical.
O líder deve apresentar claramente a visão do Senhor para o grupo, seus propósitos e suas metas. O cabeça do grupo deve cuidar também dos membros de uma maneira individual, ajudar a cada pessoa a amadurecer e a ser um membro que contribua. O líder deve elevar a expectativa de todos, levá-los a um aprofundamento espiritual, ajudá-los a manter o entusiasmo no que diz respeito ao serviço do Senhor. Se o líder é profundo em sua relação pessoal com Deus, o Ministério de Música ver-se-á acrescentado em seu serviço.

A piedade, a confiança, a simplicidade e a alegria são dons que não devem faltar ao dirigente.
O líder do Ministério de Música deve buscar a ajuda e submeter-se às decisões feitas por outros líderes, o Conselho Paroquial e o sacerdote, assim como deve estar aberto às sugestões dos membros do grupo. Isto ajuda a evitar que se vanglorie e que se sinta dono de "seu ministério". Se o líder se submete a outros líderes, crescerá em humildade e serviço, e chegará à conclusão de que o que possui não é seu, mas de Deus. Aprenderá a não extinguir o Espírito, sendo instrumento dele.

O dirigente se encarregará de guiar musicalmente o grupo; escolhendo convenientemente os cantos e a música que se expresse, afetará o crescimento dos que recebem a mensagem. O dirigente fomentará o estudo musical no grupo, por meio de ensaio. A paciência é um dom indispensável para realizar este trabalho: O ministério é o reflexo de seus ensaios. Renovará apropriadamente o repertório com cantos novos inspirados pelo Espírito Santo. Não esquecerá aqueles cantos que sejam tradicionais ou formem parte vital de cada um. Partilhará novos cantos com outros Ministérios de Música.

Poder-se-ão usar todos aqueles instrumentos com os quais se louva o Senhor (Sl 150). Por outro lado, se evitarão aqueles instrumentos que desviem a atenção dos que oram.

Por mais belo que seja o som de um instrumento musical, sua principal função é e será acompanhar a voz do homem, não sobrepujá-la. Evitar que o som instrumental demasiado forte abafe as vozes. Também se deve evitar que um instrumento abafe outros.



A função dos músicos é a de reforçar o trabalho do dirigente, possibilitando a rápida aprendizagem dos cantos. Sua postura é a de refletir Deus e não distrair a atenção do assistente e as celebrações.
Entre o coral e o dirigente deve haver tal comunhão que não se precisa de muitas palavras para comunicar-se. Nada mais comovedor que a voz do cantor no templo. Esta música não é somente adorno. Quando o cantor expressa sua fé, chega à essência do culto, do louvor a Deus. Seu canto amplifica o significado das palavras e é uma apaixonada expressão de fé. O canto deve chegar ao coração de Deus. É o cantar do nosso coração ao coração de Deus.

A função do animador é a de mover e animar tanto a assembléia como o próprio grupo. Sua participação sempre alegra, ajuda a que todos louvem a Deus. É elemento fundamental de unidade no grupo.

Os técnicos se darão à tarefa de manter em ótimas condições a equipe e instrumento musicais. Estudar e analisar os lugares onde o ministério se apresentará com a finalidade de adaptar a equipe à acústica de cada lugar.

Publicado originalmente em

"Alabanza" - nº 85 - David Pimentel

(Extraído do Blog: http://musicaore.blogspot.it)
Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs

Músicos em Ordem de Batalha

Por Padre Jonas Abib



Não se pode mais brincar de Ministério de música. Não se pode brincar com violão, teclado, bateria, microfone, como se eles estivessem nas mãos de meninos e meninas.
Se você brincou até agora, deixe-se tocar pela contrição do Senhor. Deixe-se penetrar pelo arrependimento que o Senhor lhe dá, porque você brincou com uma coisa santa, brincou com armas de guerra, com almas. Você brincou com a confiança que o Senhor depositou em você e no seu grupo, no seu Ministério de música e na música cristã.
Mas, agora, você pode dizer ao Senhor: "Perdão, Senhor, estou arrependido. Sim, Senhor, me ponho no chão como Davi: jogo poeira e pó sobre a minha cabeça, porque errei, Senhor, porque pequei, brinquei com algo santo, Senhor. Brinquei com a música católica, com a música de guerra, Senhor. Brinquei com a música que existe para salvar almas; me exibi pela música; me servi dela como degrau para subir, para aparecer. Misericórdia, Senhor!"


Padre Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova

Livro "Músicos em Ordem de Batalha"

Deixemo-nos conduzir pelo Senhor e que o que façamos seja no Amor! 

Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs

terça-feira, 8 de outubro de 2013

És Majestade, Senhor

Preghiera:


Senhor, tu és a fonte e o fim de todo o Louvor! Ao som do teu precioso Nome toda a Criação se alegra, se completa, encontra o seu fundamento, o coro dos Anjos e Arcanjos se deleitam em cânticos espirituais, hosanas cantados melodiosamente no mais alto dos céus e com eles todos os santos cantam a grandeza da tua Única e Grande Obra de Salvação. Nós nos unimos, ao seu som, com nossas harpas e nossas vozes, cantamos o Hino de nossas vidas, movidos pelo Dom do teu Espírito que nos preenche, nos aproxima, nos renova, nos cura, nos firma em passos fecundos, queima nossos corações e nossas inspirações mais profundas, fazendo-nos ministros do Teu Louvor. Tu és Rei, Rei de todo Universo, Digno de toda Honra, Louvor, Glória e Poder para sempre, sentado no trono de nossos corações. Cantamos o teu Louvor, cantamos o Teu Nome, cantamos a nossa vida transformada, resgatada e consumida na chama do teu Amor, unimos as vozes e os corações para declarar-te: Jesus, recebe o nosso Amor, a nossa consagração, a nossa humilde oferta que se une, que sobe como incenso, e que revela o somos!


És Majestade, Senhor
(Frater Luiz Francisco, sjs e Fernando)
* * *
Senhor, em tua presença eu quero estar
E adentrar os teus átrios só pra te adorar.

A ti a Honra e o Louvor,
a Glória e o Poder para sempre
Estás sentado  no Trono, 
és Majestade, Senhor!
A ti a Honra e o Louvor
a Glória e o Poder para sempre
Estás sentado  no Trono, Jesus.
* * *
( Composta em 04 de Novembro de 2012 - Canção Nova, Cachoeira Paulista/SP 
no VII Kairos Salvista)




Fraternalmente!

Frater Luiz Francisco, sjs