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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Músicos em Ordem de Batalha

Por Padre Jonas Abib



Não se pode mais brincar de Ministério de música. Não se pode brincar com violão, teclado, bateria, microfone, como se eles estivessem nas mãos de meninos e meninas.
Se você brincou até agora, deixe-se tocar pela contrição do Senhor. Deixe-se penetrar pelo arrependimento que o Senhor lhe dá, porque você brincou com uma coisa santa, brincou com armas de guerra, com almas. Você brincou com a confiança que o Senhor depositou em você e no seu grupo, no seu Ministério de música e na música cristã.
Mas, agora, você pode dizer ao Senhor: "Perdão, Senhor, estou arrependido. Sim, Senhor, me ponho no chão como Davi: jogo poeira e pó sobre a minha cabeça, porque errei, Senhor, porque pequei, brinquei com algo santo, Senhor. Brinquei com a música católica, com a música de guerra, Senhor. Brinquei com a música que existe para salvar almas; me exibi pela música; me servi dela como degrau para subir, para aparecer. Misericórdia, Senhor!"


Padre Jonas Abib - Fundador da Comunidade Canção Nova

Livro "Músicos em Ordem de Batalha"

Deixemo-nos conduzir pelo Senhor e que o que façamos seja no Amor! 

Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs

terça-feira, 8 de outubro de 2013

És Majestade, Senhor

Preghiera:


Senhor, tu és a fonte e o fim de todo o Louvor! Ao som do teu precioso Nome toda a Criação se alegra, se completa, encontra o seu fundamento, o coro dos Anjos e Arcanjos se deleitam em cânticos espirituais, hosanas cantados melodiosamente no mais alto dos céus e com eles todos os santos cantam a grandeza da tua Única e Grande Obra de Salvação. Nós nos unimos, ao seu som, com nossas harpas e nossas vozes, cantamos o Hino de nossas vidas, movidos pelo Dom do teu Espírito que nos preenche, nos aproxima, nos renova, nos cura, nos firma em passos fecundos, queima nossos corações e nossas inspirações mais profundas, fazendo-nos ministros do Teu Louvor. Tu és Rei, Rei de todo Universo, Digno de toda Honra, Louvor, Glória e Poder para sempre, sentado no trono de nossos corações. Cantamos o teu Louvor, cantamos o Teu Nome, cantamos a nossa vida transformada, resgatada e consumida na chama do teu Amor, unimos as vozes e os corações para declarar-te: Jesus, recebe o nosso Amor, a nossa consagração, a nossa humilde oferta que se une, que sobe como incenso, e que revela o somos!


És Majestade, Senhor
(Frater Luiz Francisco, sjs e Fernando)
* * *
Senhor, em tua presença eu quero estar
E adentrar os teus átrios só pra te adorar.

A ti a Honra e o Louvor,
a Glória e o Poder para sempre
Estás sentado  no Trono, 
és Majestade, Senhor!
A ti a Honra e o Louvor
a Glória e o Poder para sempre
Estás sentado  no Trono, Jesus.
* * *
( Composta em 04 de Novembro de 2012 - Canção Nova, Cachoeira Paulista/SP 
no VII Kairos Salvista)




Fraternalmente!

Frater Luiz Francisco, sjs




sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma histόria de Louvor

Padre Gilberto Maria Defina, sjs
(Fundador da Fraternidade Jesus Salvador)

Às vezes ou muito constantemente me vejo simplesmente maravilhado pela maneira como Deus quis manifestar a Obra Salvista por meio do Padre Gilberto. Não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, não toquei ou beijei suas mãos, não participei de Missas com ele, suas homilias também não escutei e não chorei a sua morte naquele Dezembro de 2004, porém, eu também tenho uma história com o Padre Gilberto e essa se chama Louvor de Deus. 
Tudo o que hoje contemplamos e reconhecemos como fruto da nossa Obra Salvista, fui a custo do sacrifício dele, da fé, da coragem e generosidade com as quais ele abraçou o Projeto de Deus. Eu sou muito grato a este homem, por tudo o que ele fez por mim e por todos os meus irmãos salvistas, minha vida simplesmente é chamada a ser uma continuidade no Carisma que um dia ele abraçou como Vontade de Deus para a FJS.

Sabemos que o nosso conhecimento, de um modo geral, possui algo de muito subjetivo, ou seja, eu toco (de algum modo) naquilo que estou conhecendo, faço a experiência, assimilo e tomo como “existente” aquilo que se torna parte de mim. 
Acredito que no caminho vocacional é bem diferente, porque, ao falar de conhecimento de um carisma, nos deparamos com o “auto-conhecimento”. Não estamos conhecendo somente algo que está fora de nós mas dentro também. Em meus quatro anos e meio como seminarista religioso, eu posso afirmar que esse longo caminho é de mão dupla, onde, ao mesmo tempo em que eu conheço o carisma, estou me conhecendo e, olhando tantas e tantas vezes para a minha história pessoal, na Luz do Espírito, descubro sinais do Louvor de Deus. Se me identifico totalmente a um determinado carisma, de modo que, não só a nível de conveniência mas de doação, de participação, vejo que ele é uma resposta de Deus para a minha vida, concluo que, vivendo-o estou me realizando como homem, como ser humano, como filho de Deus.

Lembro-me de um professor de Filosofia que, numa de nossas aulas, disse que não nos passaria informações ou opiniões e sim “conhecimento” e por isso, necessariamente, nós deveríamos fazer o mesmo percurso dialético até o fim. Esse é o trabalho do Mestre: conduzir os seus discípulos como filhos, para que esses não vivam de receitas prontas, mas saibam caminhar. Assim fez Jesus com seus Apóstolos, com gestos, palavras, palavras repletas de sentido e vida. Assim nos fez Padre Gilberto! Para nós salvistas, o exemplo já nos foi dado.

Um homem dependente de Deus, dócil, firme e generoso. Ele, de espiritualidade profunda, nos ensinou que o Louvor de Deus não é euforia, mas antes, portadora de fecundidade. Quando os salvistas não tinham muito, pastorais, padres, quando não esperavam muito de nós, ele acreditou, dependeu, esperou, sofreu, deu a vida, profetizou sem medo que nós iríamos pelo mundo anunciando a Salvação, esta Fé o fez um grande semeador que lançou pelo campo do mundo sementes que, a seu tempo, dariam frutos, trinta por um, sessenta por um, cem por um. E de fato deram muito frutos!

No entanto, ao ler essas linhas, poderíamos pensar no Padre Gilberto como um homem vigoroso e forte e que fato ele o era, porém, ele viveu, uma grande parte de sua vida, em meio a grandes doenças, uma das quais o levou a morte; era um homem debilitado, em vários aspectos; já nos ultimos anos de sua vida estava numa cadeira de rodas, sentindo dores horríveis, carregando sua cruz sem jamais pronunciar uma única palavra de murmuração, abraçando-a por amor a Jesus. Em todos esses momentos, Padre Gilberto nos ensinava como deve ser o salvista hoje. E aqui nos deparamos com o Mistério da Cruz do Senhor. Sou grato a ele, muito grato, pelo sim, pelo amor com que ele suportou tudo, por meio dele encontrei o meu lugar, encontrei a minha casa.

Não existem riquezas que possam superar o terouro escondido na Cruz, é um verdadeiro brilho que ofusca os olhos de nossa razão, é o meio por onde nos sentimos um com outros, por meio da qual aprendemos que amar é dar a vida pelo outro, um amar simples e verdadeiro. O Esposo de nossas almas na cruz por nós, mostrou que o Amor não tem fim e nem mesmo a morte pode vencê-lo. Padre Gilberto cantou este hino com a vida e nos ensinou que o Louvor não pode acabar. O salvista deve declarar para o mundo que Amor venceu a morte por meio dos seus louvores. Para nós que hoje levamos a nossa cruz, podemos nos achar indignos de tamanha graça e incapazes de descrever esse profundo mistério de Amor e cantar também nós o nossos louvores, no entanto se aprendermos as belas e profundas lições do nosso fundador e transformá-las em vida responderemos também nós ao Senhor: “Sim, Senhor, eu posso descrever o teu Amor, pois eu aprendi a viver para o Louvor. O Louvor nos ensina a viver para o Amor e do Amor.

Uma história de Louvor
Frater Luiz Francisco, sjs e Fernando
* * *
Como descrever o teu Amor, Senhor
como decifrar uma história de Louvor?
Que na Cruz se fez Salvação por mim,
nem a morte viu desse Amor o fim!

Nem as riquezas poderão superar
o tesouro escondido na Cruz
O seu brilho ofuscou-me o olhar,
mas sua grandeza me ensinou amar.

Eu posso descrever o teu Amor, Senhor,
Pois eu sei viver para o teu Louvor.
Abracei a Cruz, viverei assim
nem a morte vai separar-me de Ti.
* * *

(Seminário Nossa Senhora de Pentecostes – 16 de Outubro de 2012)



Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Musical "Una voce nel deserto" (San Giovanni Battista)

No dia 17 de Agosto de 2013, os membros da nossa Paróquia São João Batista de Gizzeria (Itália) realizaram um belo musical para o qual se preparam durante dois meses intensos. O Musical retrata a realidade atual da nossa pequena cidade, no meio da qual se conta a belíssima história do Precursor do Salvador João Batista. O cenário italiano aos poucos dá lugar a outros cenários antigos, o quais se mudam acompanhados de belos ritmos com o auxílio da dança e de belas canções da Igreja Catolica representada na Italia, canções do Rinnovamento Nello Spirito (RCC) e de grandes autores como Francesco Butazzo, Fabio Baggio e Daniele Ricci.

Eis algumas fotos.

Cartaz oficial
Maria e Isabel

Benedetta Sirianni (Maria)

Azzurra Aiello (Isabel)

Gianmarco Falvo (João Batista)
Pe. Moisés (Herodes)
Elena (Herodíades)

Viviana Aiello (Salomé)

Gianmarco Falvo (João Batista)






Emanuele Guzzo (Jesus)



Nossos jovens da Banda Musical
Benedetta e Frater Luiz Francisco, sjs




O Grupo de Jovens da Par. San Giovanni



Patrizia Pallone







Eis uma pequena parte da grande família de Gizzeria, um muito obrigado a todos os jovens, adultos e crianças, instrumentistas e coro por todo empenho e pela perseverança incansável, vi voglio bene!

Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs

terça-feira, 16 de julho de 2013

Oração do Músico

Senhor, Jesus Cristo, 
somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus.
Nós Te louvamos por este tempo de pausa, de silêncio.
Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria, 
permitiu que ela respondesse "sim"!
E a Canção se fez gente, e habitou no meio de nós (Jo 1,14).
Temos timbres diferentes, 

e exatamente por isso podemos cantar 

na trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor.

Que possamos unir nossas diferenças

 para que a canção seja mais santa e mais bela.
Sabemos que na vida existem acidentes,
mas não nos deixes cair na desafinação.
Que possamos ouvir a voz uns dos outros, 
seguindo as tuas orientações e movimentos, 
nosso Maestro Maior!
Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão: 
desde o pianíssimo e oculto serviço da composição, 
até à fortíssima visibilidade de nossa canção 
nos Meios de Comunicação.
Acima de tudo, nós Te pedimos: 

lembra-nos que a clave é quem dá o nome, 

a altura e o significado de tudo o que cantamos.

E a nossa clave és Tu, 

Sol Nascente, Luz do Alto, 

que veio nos ensinar a profetizar pela canção, 
com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão.
De todas as verdades, És o supremo cantor.
Senhor Jesus, 
nossa boca cantará ao ritmo do Teu coração.
Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor.
Amém!

(Pe. Joãozinho, scj)