terça-feira, 12 de janeiro de 2016
O Poço - Juninho Cassimiro
Coisa de Deus é o nosso ministério, muito mais elevado quando colocado em prática no serviço dos irmãos.
A Experiência da Misericórdia nos impele a louvar
A experiência do ser
humano com a Misericórdia está profundamente ligada com a experiência do Louvor
de Deus – o Louvor, entendido como a própria ação de Deus no homem.
Nós salvistas, como
membros de um Carisma que possui o fim de promover no homem a experiência da
Salvação, sabemos que nossa consagração é um verdadeiro serviço à humanidade,
mas também sabemos que é um serviço que proclama que, nós mesmos fomos alcançados por Ele, fomos tirados de onde estávamos
e fomos imersos no Mistério da Salvação em Jesus, que é o Rosto Misericordioso
do Pai. É esta experiência que proclamamos com nossos louvores e com nossa
consagração.
Neste ano a Igreja é
convidada a mergulhar ainda mais nesta experiência, para que o seu Louvor seja
ainda mais verdadeiro e profundo. Podemos aprender muito desta experiência. Papa
Francisco dizia, em uma de suas homilias, que a Misericórdia está no centro das
ações de Jesus, que manifestam o modo com Deus acolhe, perdoa e ama o ser humano.
Basta olharmos para tantos personagens bíblicos e vermos que, em Jesus, Deus
que lança um olhar misericordioso para Levi, que ama e perdoa Maria Madalena,
que vai à casa de Zaqueu, que chora a morte de seu amigo Lázaro, que se senta a
beira de um poço e pede água a uma mulher samaritana, falando de sua sede, que
se deixa cercar pelas criancinhas, lavando os pés dos discípulos, dando-se na
Eucaristia, e amando a todos até a morte e morte de Cruz. Sim, a linguagem de
Deus é a Misericórdia.
Se fizermos memória
podemos também nós descrever, como nos textos sagrados, o modo como Ele veio
até nós, o modo como nos atraiu, deixando-nos perplexos com a eleição que nos
fez, do modo como nos perdoou, a forma indizível como nos fez o chamado
vocacional, dando sentido à nossa história, apostando em nós, assumindo todos
os riscos por nós. Podemos elencar uma a uma as maravilhas de Deus na nossa
história, repetindo sempre com a alegria e exultação “Eterna é a sua Misericórdia!”, assim como nos ensina o Salmo 136. Quando
fazemos esta anamnese, o primeiro
fruto deste exercício é a gratidão, e
a gratidão está no centro do nosso louvor. Somos gratos a Deus por tudo o que
fez em nossa vida e em nossa história, pelo modo como a Providência Divina
dispõe de tudo e tudo conduz para o nosso bem. Recebemos tudo de graça, sem
qualquer merecimento e não nos resta senão que louvá-lo por tudo e em tudo.
O segundo fruto é a humildade. Infelizmente somos
condicionados a ter o controle das situações, respostas imediatas; no nosso
orgulho, queremos e gostamos de ter sempre algo a oferecer aos outros e não
queremos jamais depender, receber sem merecimento, porque é uma atitude que
mostra vulnerabilidade, pobreza. Queremos sempre ter uma moeda no bolso a pagar
pelo favor que nos é feito por outro. Fazer a experiência da Misericórdia é
saber que teremos sempre os bolsos vazios diante de Deus, e até mesmo o nosso
Louvor não lhe acrescenta nada, somente lhe devolve aquilo que lhe é de
direito. Somente os pobres e pequenos saberão o que é o verdadeiro louvor.
Por fim, o terceiro
fruto é a capacidade de amar. Fazendo
a experiência com a Misericórdia, aprendemos a olhar o homem como Deus o vê. Um
olhar que é muito mais profundo do que o nosso. Nós vemos as misérias e
facilmente reduzimos o homem a tantas coisas, aqui sempre cairemos na injustiça.
Sair de si não é outra coisa que olhar o
outro de frente e nunca de cima, com superioridade, ao mesmo tempo em que
nunca lhe cobraremos nada, o amor não faz de ninguém devedor de nada. O bem do
outro se torna importante para nós, e nunca os elogios, o nosso maior bem é
Glória de Deus e esta se encontra no homem. Hoje em dia, se cria uma séria
necessidade no mundo de relacionamentos de troca, e isso será sempre um
problema para nós. Para Deus não existe “trocas”, tampouco no relacionamento
com as pessoas, que se diga genuinamente cristão. O amor para com Deus e para
com o próximo é um amor de “correspondência”, onde a comunhão nos faz partilhar
aquilo que temos de mais precioso e que não teríamos não nos fosse dado por
Ele. Desejo e rezo para que este ano renovemos essa experiência.
A Ele, cuja
Misericórdia se renova a cada manhã, todo nosso Louvor e Adoração. Assim seja.
No Louvor!
Frater Luiz Francisco,
sjs
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Amar e deixar-se amar
“Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”. Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!”
(João
13, 6-8)
Meus
irmãos,
Nesta Quinta-feira Santa, Nosso Senhor institui o Sacramento
da Eucaristia, o Sacramento do Amor, e junto com ele, o Sacramento da
Ordem. A Eucaristia, o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor é, como aprendemos, o memorial da Nova e Eterna
Aliança e esse é, sem dúvida o aspecto mais importante da Liturgia
de hoje.
Mas,
eu quero propor a vocês um outro aspecto presente no Evangelho de
hoje, talvez mais discreto mas que também é, sem dúvida, muito
importante, que é o momento do lava-pés.
Hoje,
o Evangelho chama a nossa atenção para o gesto de Jesus que lava os
pés dos seus discípulos, deixando um testamento, com as suas
palavras e o seu exemplo, pelo qual nós devemos fazer o mesmo aos
nossos irmãos. Não estamos repetindo um rito vazio, mas, sejamos
sensíveis aos gestos de Jesus hoje que se tornam «sacramento»,
isto é, visibilidade, linguagem simbólica de uma única realidade que é
o AMOR do PAI em JESUS CRISTO por cada um de nós.
Jesus,
enquanto lava os pés dos discípulos, ao chegar em Pedro, este não
aceita o gesto do Mestre e o considera como algo inadmissível:“Tu
nunca me lavarás os pés!”. Queridos, a atitude de Pedro
nos ajuda neste retiro a entender, pouco a pouco que, para nós
mesmos, é muito difícil receber, muito difícil. Para nós é mais
prazeroso e nos sentimos bem doando, em oferecer ajuda a quem
necessita, em sermos fortes e generosos, em termos palavras de
consolo para os outros…
Esta é a nossa natureza: queremos ser
pessoas úteis e ativas, por isso, não damos o braço a torcer,
encontrar-se em necessidade é sair da “ação” para “recepção”,
sair do estado de “controle” para o estado de “dependência”.
Embora nos pareça difícil, este é o caminho da nossa maturidade.
Este
é o processo de uma criança, por exemplo, que, sendo pequena, não
pode senão depender dos seus pais e de outros, mas este depender é
muito importante porque somente recebendo e dependendo dos seus pais,
é que a criança chega à maturidade, saindo de si para ir ao
encontro do outro. A criança sai de uma postura de “recepção”
e vai, pouco a pouco, para a postura de “oblação”, vai
aprendendo a amar.
Quando
não recebemos o amor que precisamos na nossa infância, quando não
recebemos tudo de que necessitamos, quando aprendemos a nos virar,
podem brotar duas posturas disso:
1) A primeira quando nos tornamos rígidos, achamos que não merecemos o amor, porque não tivemos quem nos amasse e nos desse o que precisávamos, dizemos “eu me bastei a mim mesmo” e levamos uma vida de fechamento, só de pensar em depender de alguém reavivamos a nossa dor e lembrança do vazio deixado por outros. É uma postura que se enquadra no comportamento de Pedro, “Senhor, tu nunca me lavarás os pés!”
1) A primeira quando nos tornamos rígidos, achamos que não merecemos o amor, porque não tivemos quem nos amasse e nos desse o que precisávamos, dizemos “eu me bastei a mim mesmo” e levamos uma vida de fechamento, só de pensar em depender de alguém reavivamos a nossa dor e lembrança do vazio deixado por outros. É uma postura que se enquadra no comportamento de Pedro, “Senhor, tu nunca me lavarás os pés!”
2) A segunda postura é a da criança que não foi amada de maneira que a ajudasse
no processo de seu crescimento e quando é adulta, continua sendo uma
eterna criança, exigindo que outros supram as suas carências, não
se contenta com coisas pequenas… de novo a postura de Pedro quando
diz, “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também
as mãos e a cabeça”. É não confiar no amor dado por quem
está do nosso lado. Qualquer atitude em favor de outra pessoa se
torna, tão somente, uma busca de si mesmo. É uma pessoa capaz de
grandes coisas para suprir a si mesma.
As
duas posturas impedem a doação de si numa relação de amor, a
pessoa nunca entenderá que para amar é necessário abaixar-se,
fazer-se pequeno, e estar aberto a receber, a depender. Maduro é
quem sabe que possui algo, porque depende de algo. Não se sentirá
humilhada a pessoa que, se abaixando, sabe que possui algo, e que não
lhe falta nada. Não nos falta o Amor de que necessitamos. Se
compreendermos isso, “seremos felizes se o praticarmos”.
Frater Luiz Francisco, sjs
Louvados sejam Jesus e Maria!
sábado, 17 de janeiro de 2015
Minha Inspiração (Juninho Cassimiro)
Através da preciosa arte de Juninho Cassimiro, vamos louvar ao Criador, Deus Amor, que se revela a nós sempre e sempre renova em nossos lábios e em nossa vida a sua Obra de Louvor! Recebe, Senhor, o nosso canto de Amor!
No Louvor!
Frater Luiz Francisco, sjs.
Grande é o Poder da Graça Divina. (Santa Faustina)
Ó Deus, Único na Santíssima Trindade, quero amar-vos como nenhuma alma vos adorou. E, embora seja por demais miserável e pequenina, lancei bem fundo a âncora da minha confiança no abismo da Vossa Misericórdia, ó meu Deus e Criador! Apesar da minha extrema miséria, nada receio, mas tenho esperança de vos cantar eternamente o hino de Louvor de Glória.Que nenhuma alma, por mais miserável que seja, caia em dúvida: enquanto viver, qualquer uma pode atingir uma grande santidade, tão grande é o poder da Graça Divina. Depende apenas de não nos opormos à Ação de Deus.
Fonte: Santa Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa, Diário, § 283.
- Uma profunda e verdadeira confiança na Misericórdia Divina... Eis o caminho de toda alma que deseja chegar à Santidade, caminhar na firme dependência de Deus e no seu Poder Divino.
Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Oraçao para pedir humildade
Obrigado, Senhor! Como filhos que somos, trazemos o nosso coração exultante e grato pela graça de ministrar no Teu Nome, cantar os teus hinos e ministrar o teu Louvor que é também o nosso canto filial. Nós somos os teus servos e Tu, Amado Senhor, és o nosso existir e o nosso louvar, a Melodia e a Harmonia do nosso ministério. Conceda-nos, Senhor, que tudo em nosso ministrar seja uma resposta ao Teu Amor Infinito, muito mais do que capacidades e dons naturais, mesmo porque, estes seriam poucos ou inúteis sem o teu auxílio, "ainda que belos e agradáveis". Queremos aprender de tua Mãe, singela e doce Maria, a serena consciência do nossa condição de servos! Te suplicamos: transforma a nossa vida no teu precioso Filho Jesus, que despojou-se de si para que tivessemos vida e que nos salvou pela Morte de Cruz. Capacita-nos no teu Espírito, ensinando-nos a jamais reclamar para nós a Glória, a Honra e o Louvor que pertencem a Ti. Amém.
Frater Luiz Francisco, sjs
Ladainha da Humildade
Autor: Cardeal Merry del Val
Ó Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me.
Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser infamado, livrai-me, ó Jesus.
Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus.
Que os outros sejam amados mais do que eu,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuido,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas,
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Verdadeira felicidade
Por: Wagner Dantas
Fruto do Amor de Deus, chamado à vida de Santidade em Comunhão com Deus, o homem detem a atenção da Trindade que não só deseja viver com o homem, mas viver no homem, fazendo nele Sua morada. Neste desejo, Deus vem colocar no coração do homem um lugar que só Ele pode preencher. Em sua liberdade o homem insiste em viver como se Deus não existisse, querendo encontrar motivos para se convencer de que Deus não liga para o Homem, que é indiferente ao homem. Em virtude disso, aquele lugar de Deus, que só o senhor pode preencher, o homem começa a tentar preencher esse vazio em busca da verdadeira felicidade que só Em Deus encontramos. Só em Deus há felicidade.
Querendo preencher esse espaço vazio com coisa que passam e com felicidades momentâneas, o homem tende a voltar-se contra a si mesmo, se rebelando contra Deus e conta si. Mas Deus, apaixonado e cheio de amor pelo homem, sua imagem e semelhança, vem ao encontro do homem. Respeitando sua liberdade, Ele o chama, o espera e deseja encontrar-se com o homem. Os homens teimam em buscar Deus fora de si, quando Deus o espera dentro do coração do homem. Ao abrir-se para o toque do Amor de Deus, o homem se encanta, tem sede de Deus e deixa-se se enamora por Deus. É o toque de Deus na alma, que a atrai para si e a conduz por um caminho de e para a felicidade.
Não são os homens que de repente mudaram de vida, de mentalidade, de hábitos, começando a fazer o bem, mas é Deus quem agiu na vida do homem através da sua salvação, dada de forma gratuita e, a partir daí, o homem pode realizar as boas obras que Deus tem preparado para ele.
A Boa Nova do Evangelho é vivenciada por Graça de Deus, pelo Dom de Deus e não pelas nossas forças somente. Tudo o que Deus nos pede para viver ele nos deu antes a graça de viver.
Nós podemos fazer as boas obras do Evangelho porque fomos salvos e não para alcançarmos a salvação. A sua libertação espiritual, não depende do seu esforço, não provém dos seus próprios meios e forças, mas do “poder de Deus”, da graça de Deus.
No cristianismo, a primeira coisa não é o dever, mas o dom. Temos um grande auxilio no caminho ao encontro de Deus. É o Espírito Santo que nos leva a conhecer Jesus e faz com que Jesus viva em nós. É o Espírito Santo que nos transforma, fazendo-nos amar a Deus, viver Sua Palavra e ter Jesus como único Senhor. O Espírito Santo é aquele que nos dá a vida verdadeira, por isto Ele nos faz novas criaturas.
Diante de tudo, reflitamos um pouco citando Bento XVI:
“O centro da existência, aquilo que dá sentido pleno e firme esperança ao caminho, frequentemente difícil, é a fé em Jesus, o encontro com Cristo”.
“Não se trata de seguir uma ideia, um projeto, mas de encontrá-lo como uma Pessoa viva, de deixar-se implicar totalmente por ele e por seu Evangelho”
“Jesus convida a não deter-nos no horizonte humano e abrir-nos ao horizonte de Deus, ao horizonte da fé. Ele exige uma única obra: receber o plano de Deus, isto é: 'Acreditar naquele que Ele enviou'.”
Extraído do http://www.comshalom.org/felicidade/
Frater Luiz Francisco, sjs
sábado, 26 de outubro de 2013
“Una-se a mim”
Música e oração da semana – Fátima Souza, “Una-se a mim”
Uma linda canção...
Frater Luiz Francisco, sjs
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Ministros de música, arrependam-se de seus pecados
Por: Padre Jonas Abib (Fundador da Comunidade Canção Nova)
"Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: 'Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho'. O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: 'Deus, sê propício a mim, pecador!'"(Lucas 18.9-14).
“Jesus filho de Deus Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”. Essa oração é para quem quer chegar à santidade, é preciso reconhecer o pecado e clamar a misericórdia de Deus. Com esta frase “Jesus filho de Deus, Salvador, tem piedade de mim que sou pecador”, você pode rezar um Terço Bizantino. Nós não somos resgatados da “vida velha” somente pela nossa boa vontade, é preciso a graça de Jesus, o Salvador.
Muita gente está procurando um salvador em tantas coisas e pessoas, em religiosidade. Mas a salvação vem de Deus.
O coração do Pai dói quando nos vê no pecado. O pecado nos desfigura, destrói a coisa mais importante em nós, porque “o salário do pecado é a morte” (cf. Rm 6, 23), como ensina a Palavra de Deus. Primeiramente, o pecado leva à morte espiritual, depois à morte psíquica e mais tarde à física. Quantos jovens morrendo com Aids, cometendo suicídio e nas drogas.
O arrependimento é muito mais que sentimento, é decisão, é arrepiar o caminho, ou seja, voltar para trás se percebemos que o caminho é perigoso: se estamos em um trecho e encontramos uma cobra perigosa, provavelmente voltaríamos para trás, arrepiamos o caminho. Mas hoje tem gente “alisando e brincando com a cobra”, porque temos brincado demais com o pecado.
O fariseu orgulhoso não enxergou o seu pecado, mas sim, as coisas boas que fazia; no entanto, todos nós fazemos coisas boas e não fazemos mais que nossa obrigação. Enquanto o publicano, lá no fundo, batia no peito e dizia que por ser pecador que o Senhor tivesse piedade dele. A conversão acontece quando reconhecemos os nossos pecados.
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós”
(I João 1,8).
Hoje estamos sendo enganados, tirando o peso do pecado, estamos o justificando nas nossas limitações; mas, limitação não é pecado. Por isso, assuma o pecado; não dá para cuidar dele como um nada. Olhe o crucifixo e entenda o que é pecado. Não dá para cuidar de um câncer como se fosse uma “doencinha” qualquer; o mesmo ocorre com o pecado: não podemos “dar moleza” a ele.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I João 1,9).
Há pessoas acostumadas com o pecado, e vão tocar e cantar nas Santas Missas, mas é preciso combatê-lo (o pecado) como se combate o câncer e a Aids.
Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
O que é Ministério de Música?
O Ministério de
Música é um instrumento de Deus posto a serviço da comunidade para atrair os
homens.
Seu principal
propósito é administrar o Amor, a Palavra e o Espírito de Deus ao seu povo. Com
a música e o canto se pode evangelizar, ensinar, inspirar, alentar, profetizar,
e é vital na adoração a Deus; por isso, o Ministério de Música deve receber uma
atenção cuidadosa.
O que é o
Ministério?
O Ministério da
Música é, em si, a alegria das assembléias. As pessoas gostam de cantar e Deus
gosta que elas cantem, porém, é algo mais que entoar um canto, por mais bonito
que este seja, é ver o Espírito de Deus amando e formando o homem,
transformando-o em criatura nova, moldando-o à imagem de Jesus Cristo. Com os
cantos, Deus chega ao coração humano para falar-lhe e atraí-lo para Ele; Deus
usa os cantos para dar consolo, esperança, gozo, amor e paz. E o homem usa o
canto para dar-lhe glória, louvá-lo, para agradecer-lhe, pedir-lhe que, como
Ele, outro Deus não há.
Um Ministério de
Música é formado por pessoas que:
- encontram-se
com Deus;
- converteram-se
a Ele;
- freqüentam os
sacramentos;
- conhecem a
Palavra de Deus;
- dão testemunho
de vida;
- vivem uma
relação pessoal com Deus, na oração e com os homens na comunidade;
- formam Igreja;
- possuem
inquietações musicais;
- encontram seu
serviço neste Ministério.
Há, nas
comunidades, muita gente que Deus chamou para este serviço, que resistem a Ele,
que sabe ser por força do compromisso, logrando com isso um pobre crescimento
espiritual e um sofrimento, porque não vêem, claro, não obedecem ou não
entendem qual é a vontade de Deus para eles. Além disso, pelo atrativo deste
Ministério, sua simplicidade e sobretudo sua projeção nos grupos de oração faz
com que um grande número de pessoas se aproximem dele (em especial jovens),
para expressar com cantos o que o seu coração sente.
Normalmente se
apresentam duas características fundamentais naquele líder que dirige este
ministério: Uma é a espiritual e a outra, a musical. Estas duas características
podem se apresentar numa mesma pessoa, ainda que não seja de todo necessário,
já que existem ministérios que têm dois dirigentes ou cabeças; um dirige a
questão espiritual do grupo, enquanto que o outro dirige a musical.
O líder deve
apresentar claramente a visão do Senhor para o grupo, seus propósitos e suas
metas. O cabeça do grupo deve cuidar também dos membros de uma maneira
individual, ajudar a cada pessoa a amadurecer e a ser um membro que contribua.
O líder deve elevar a expectativa de todos, levá-los a um aprofundamento espiritual,
ajudá-los a manter o entusiasmo no que diz respeito ao serviço do Senhor. Se o
líder é profundo em sua relação pessoal com Deus, o Ministério de Música
ver-se-á acrescentado em seu serviço.
A piedade, a
confiança, a simplicidade e a alegria são dons que não devem faltar ao
dirigente.
O líder do
Ministério de Música deve buscar a ajuda e submeter-se às decisões feitas por
outros líderes, o Conselho Paroquial e o sacerdote, assim como deve estar
aberto às sugestões dos membros do grupo. Isto ajuda a evitar que se vanglorie
e que se sinta dono de "seu ministério". Se o líder se submete a
outros líderes, crescerá em humildade e serviço, e chegará à conclusão de que o
que possui não é seu, mas de Deus. Aprenderá a não extinguir o Espírito, sendo
instrumento dele.
O dirigente se
encarregará de guiar musicalmente o grupo; escolhendo convenientemente os
cantos e a música que se expresse, afetará o crescimento dos que recebem a
mensagem. O dirigente fomentará o estudo musical no grupo, por meio de ensaio.
A paciência é um dom indispensável para realizar este trabalho: O ministério é
o reflexo de seus ensaios. Renovará apropriadamente o repertório com cantos
novos inspirados pelo Espírito Santo. Não esquecerá aqueles cantos que sejam
tradicionais ou formem parte vital de cada um. Partilhará novos cantos com
outros Ministérios de Música.
Poder-se-ão usar
todos aqueles instrumentos com os quais se louva o Senhor (Sl 150). Por outro
lado, se evitarão aqueles instrumentos que desviem a atenção dos que oram.
Por mais belo
que seja o som de um instrumento musical, sua principal função é e será
acompanhar a voz do homem, não sobrepujá-la. Evitar que o som instrumental
demasiado forte abafe as vozes. Também se deve evitar que um instrumento abafe
outros.
A função dos
músicos é a de reforçar o trabalho do dirigente, possibilitando a rápida
aprendizagem dos cantos. Sua postura é a de refletir Deus e não distrair a
atenção do assistente e as celebrações.
Entre o coral e
o dirigente deve haver tal comunhão que não se precisa de muitas palavras para
comunicar-se. Nada mais comovedor que a voz do cantor no templo. Esta música
não é somente adorno. Quando o cantor expressa sua fé, chega à essência do
culto, do louvor a Deus. Seu canto amplifica o significado das palavras e é uma
apaixonada expressão de fé. O canto deve chegar ao coração de Deus. É o cantar
do nosso coração ao coração de Deus.
A função do
animador é a de mover e animar tanto a assembléia como o próprio grupo. Sua
participação sempre alegra, ajuda a que todos louvem a Deus. É elemento
fundamental de unidade no grupo.
Os técnicos se
darão à tarefa de manter em ótimas condições a equipe e instrumento musicais.
Estudar e analisar os lugares onde o ministério se apresentará com a finalidade
de adaptar a equipe à acústica de cada lugar.
Publicado
originalmente em
"Alabanza"
- nº 85 - David Pimentel
(Extraído do Blog: http://musicaore.blogspot.it)
Fraternalmente
Frater Luiz Francisco, sjs
Músicos em Ordem de Batalha
Por Padre Jonas Abib
Não se pode mais brincar
de Ministério de música. Não se pode brincar com violão, teclado, bateria,
microfone, como se eles estivessem nas mãos de meninos e meninas.
Se você brincou até
agora, deixe-se tocar pela contrição do Senhor. Deixe-se penetrar pelo
arrependimento que o Senhor lhe dá, porque você brincou com uma coisa santa,
brincou com armas de guerra, com almas. Você brincou com a confiança que o
Senhor depositou em você e no seu grupo, no seu Ministério de música e na
música cristã.
Mas, agora, você pode
dizer ao Senhor: "Perdão, Senhor, estou arrependido. Sim, Senhor, me ponho
no chão como Davi: jogo poeira e pó sobre a minha cabeça, porque errei, Senhor,
porque pequei, brinquei com algo santo, Senhor. Brinquei com a música católica,
com a música de guerra, Senhor. Brinquei com a música que existe para salvar
almas; me exibi pela música; me servi dela como degrau para subir, para
aparecer. Misericórdia, Senhor!"
Padre Jonas Abib - Fundador da
Comunidade Canção Nova
Livro "Músicos
em Ordem de Batalha"
Deixemo-nos conduzir
pelo Senhor e que o que façamos seja no Amor!
Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs
terça-feira, 8 de outubro de 2013
És Majestade, Senhor
Preghiera:
Senhor, em
tua presença eu quero estar
Senhor, tu és a fonte e o fim de todo o Louvor! Ao som do teu precioso
Nome toda a Criação se alegra, se completa, encontra o seu fundamento, o coro
dos Anjos e Arcanjos se deleitam em cânticos espirituais, hosanas cantados melodiosamente
no mais alto dos céus e com eles todos os santos cantam a grandeza da tua Única
e Grande Obra de Salvação. Nós nos unimos, ao seu som, com nossas harpas e
nossas vozes, cantamos o Hino de nossas vidas, movidos pelo Dom do teu Espírito
que nos preenche, nos aproxima, nos renova, nos cura, nos firma em passos
fecundos, queima nossos corações e nossas inspirações mais profundas,
fazendo-nos ministros do Teu Louvor. Tu és Rei, Rei de todo Universo, Digno de
toda Honra, Louvor, Glória e Poder para sempre, sentado no trono de nossos corações.
Cantamos o teu Louvor, cantamos o Teu Nome, cantamos a nossa vida transformada, resgatada e consumida na chama do teu Amor, unimos as vozes e os corações para declarar-te: Jesus, recebe o
nosso Amor, a nossa consagração, a nossa humilde oferta que se une, que sobe como
incenso, e que revela o somos!
És Majestade, Senhor
(Frater Luiz Francisco, sjs e Fernando)
* * *
E adentrar
os teus átrios só pra te adorar.
A ti a Honra e o Louvor,
a Glória e o Poder para
sempre
Estás sentado no Trono,
és Majestade, Senhor!
és Majestade, Senhor!
A ti a Honra e o Louvor
a Glória e o Poder para
sempre
Estás sentado no Trono, Jesus.
* * *
( Composta em 04 de Novembro de 2012 - Canção Nova, Cachoeira Paulista/SP
no VII Kairos Salvista)
( Composta em 04 de Novembro de 2012 - Canção Nova, Cachoeira Paulista/SP
no VII Kairos Salvista)
Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Uma histόria de Louvor
Padre Gilberto Maria Defina, sjs
(Fundador da Fraternidade Jesus Salvador)
Às vezes ou muito constantemente me vejo simplesmente maravilhado
pela maneira como Deus quis manifestar a Obra Salvista por meio do Padre Gilberto.
Não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente, não toquei ou beijei suas mãos,
não participei de Missas com ele, suas homilias também não escutei e não chorei
a sua morte naquele Dezembro de 2004, porém, eu também tenho uma história com o
Padre Gilberto e essa se chama Louvor de Deus.
Tudo o que hoje contemplamos e reconhecemos como fruto da nossa Obra Salvista, fui a custo do sacrifício dele, da fé, da coragem e generosidade com as quais ele abraçou o Projeto de Deus. Eu sou muito grato a este homem, por tudo o que ele fez por mim e por todos os meus irmãos salvistas, minha vida simplesmente é chamada a ser uma continuidade no Carisma que um dia ele abraçou como Vontade de Deus para a FJS.
Tudo o que hoje contemplamos e reconhecemos como fruto da nossa Obra Salvista, fui a custo do sacrifício dele, da fé, da coragem e generosidade com as quais ele abraçou o Projeto de Deus. Eu sou muito grato a este homem, por tudo o que ele fez por mim e por todos os meus irmãos salvistas, minha vida simplesmente é chamada a ser uma continuidade no Carisma que um dia ele abraçou como Vontade de Deus para a FJS.
Sabemos que o nosso conhecimento, de um modo geral, possui
algo de muito subjetivo, ou seja, eu toco (de algum modo) naquilo que estou
conhecendo, faço a experiência, assimilo e tomo como “existente” aquilo que se
torna parte de mim.
Acredito que no caminho vocacional é bem diferente, porque, ao falar de conhecimento de um carisma, nos deparamos com o “auto-conhecimento”. Não estamos conhecendo somente algo que está fora de nós mas dentro também. Em meus quatro anos e meio como seminarista religioso, eu posso afirmar que esse longo caminho é de mão dupla, onde, ao mesmo tempo em que eu conheço o carisma, estou me conhecendo e, olhando tantas e tantas vezes para a minha história pessoal, na Luz do Espírito, descubro sinais do Louvor de Deus. Se me identifico totalmente a um determinado carisma, de modo que, não só a nível de conveniência mas de doação, de participação, vejo que ele é uma resposta de Deus para a minha vida, concluo que, vivendo-o estou me realizando como homem, como ser humano, como filho de Deus.
Acredito que no caminho vocacional é bem diferente, porque, ao falar de conhecimento de um carisma, nos deparamos com o “auto-conhecimento”. Não estamos conhecendo somente algo que está fora de nós mas dentro também. Em meus quatro anos e meio como seminarista religioso, eu posso afirmar que esse longo caminho é de mão dupla, onde, ao mesmo tempo em que eu conheço o carisma, estou me conhecendo e, olhando tantas e tantas vezes para a minha história pessoal, na Luz do Espírito, descubro sinais do Louvor de Deus. Se me identifico totalmente a um determinado carisma, de modo que, não só a nível de conveniência mas de doação, de participação, vejo que ele é uma resposta de Deus para a minha vida, concluo que, vivendo-o estou me realizando como homem, como ser humano, como filho de Deus.
Lembro-me de um professor de Filosofia que, numa de
nossas aulas, disse que não nos passaria informações ou opiniões e sim “conhecimento”
e por isso, necessariamente, nós deveríamos fazer o mesmo percurso dialético até o fim. Esse é o trabalho do Mestre: conduzir os seus discípulos como filhos, para
que esses não vivam de receitas prontas, mas saibam caminhar. Assim fez Jesus
com seus Apóstolos, com gestos, palavras, palavras repletas de sentido e vida.
Assim nos fez Padre Gilberto! Para nós salvistas, o exemplo já nos foi dado.
Um homem dependente de Deus, dócil, firme e generoso.
Ele, de espiritualidade profunda, nos ensinou que o Louvor de Deus não é euforia,
mas antes, portadora de fecundidade. Quando os salvistas não tinham muito,
pastorais, padres, quando não esperavam muito de nós, ele acreditou, dependeu,
esperou, sofreu, deu a vida, profetizou sem medo que nós iríamos pelo mundo
anunciando a Salvação, esta Fé o fez um grande semeador que lançou pelo campo
do mundo sementes que, a seu tempo, dariam frutos, trinta por um, sessenta por
um, cem por um. E de fato deram muito frutos!
No entanto, ao ler essas linhas, poderíamos pensar no
Padre Gilberto como um homem vigoroso e forte e que fato ele o era, porém, ele
viveu, uma grande parte de sua vida, em meio a grandes doenças, uma das quais o
levou a morte; era um homem debilitado, em vários aspectos; já nos ultimos anos
de sua vida estava numa cadeira de rodas, sentindo dores horríveis, carregando
sua cruz sem jamais pronunciar uma única palavra de murmuração, abraçando-a por amor a Jesus. Em todos esses momentos, Padre Gilberto nos ensinava como deve
ser o salvista hoje. E aqui nos deparamos com o Mistério da Cruz do Senhor. Sou grato a ele, muito grato, pelo sim, pelo amor com que ele suportou tudo, por meio dele encontrei o meu lugar, encontrei a minha casa.
Não existem riquezas que possam superar o terouro
escondido na Cruz, é um verdadeiro brilho que ofusca os olhos de nossa razão, é
o meio por onde nos sentimos um com outros, por meio da qual aprendemos que
amar é dar a vida pelo outro, um amar simples e verdadeiro. O Esposo de nossas
almas na cruz por nós, mostrou que o Amor não tem fim e nem mesmo a morte pode
vencê-lo. Padre Gilberto cantou este hino com a vida e nos ensinou que o Louvor
não pode acabar. O salvista deve declarar para o mundo que Amor venceu a morte
por meio dos seus louvores. Para nós que hoje levamos a nossa cruz, podemos nos
achar indignos de tamanha graça e incapazes de descrever esse profundo mistério
de Amor e cantar também nós o nossos louvores, no entanto se aprendermos as
belas e profundas lições do nosso fundador e transformá-las em vida responderemos
também nós ao Senhor: “Sim, Senhor, eu posso descrever o teu Amor, pois eu
aprendi a viver para o Louvor. O Louvor nos ensina a viver para o Amor e do
Amor.
Uma história de Louvor
Frater Luiz Francisco, sjs e Fernando
* * *
Como descrever o teu Amor, Senhor
como decifrar uma história de Louvor?
Que na Cruz se fez Salvação por mim,
nem a morte viu desse Amor o fim!
Nem as riquezas poderão superar
o tesouro escondido na Cruz
O seu brilho ofuscou-me o
olhar,
mas sua grandeza me ensinou
amar.
Eu posso descrever o teu Amor, Senhor,
Pois eu sei viver para o teu Louvor.
Abracei a Cruz, viverei assim
nem a morte vai separar-me de Ti.
nem a morte vai separar-me de Ti.
* * *
(Seminário Nossa Senhora de Pentecostes – 16 de
Outubro de 2012)
Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Musical "Una voce nel deserto" (San Giovanni Battista)
No dia 17 de Agosto de 2013, os membros da nossa Paróquia São João Batista de Gizzeria (Itália) realizaram um belo musical para o qual se preparam durante dois meses intensos. O Musical retrata a realidade atual da nossa pequena cidade, no meio da qual se conta a belíssima história do Precursor do Salvador João Batista. O cenário italiano aos poucos dá lugar a outros cenários antigos, o quais se mudam acompanhados de belos ritmos com o auxílio da dança e de belas canções da Igreja Catolica representada na Italia, canções do Rinnovamento Nello Spirito (RCC) e de grandes autores como Francesco Butazzo, Fabio Baggio e Daniele Ricci.
Eis algumas fotos.
Cartaz oficial
Maria e Isabel
Benedetta Sirianni (Maria)
Azzurra Aiello (Isabel)
Gianmarco Falvo (João Batista)
Pe. Moisés (Herodes)

Elena (Herodíades)
Viviana Aiello (Salomé)
Gianmarco Falvo (João Batista)
Emanuele Guzzo (Jesus)

Benedetta e Frater Luiz Francisco, sjs
O Grupo de Jovens da Par. San Giovanni
Patrizia Pallone
Eis uma pequena parte da grande família de Gizzeria, um muito obrigado a todos os jovens, adultos e crianças, instrumentistas e coro por todo empenho e pela perseverança incansável, vi voglio bene!
Fraternalmente!
Frater Luiz Francisco, sjs
terça-feira, 16 de julho de 2013
Oração do Músico
Senhor, Jesus Cristo,
somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus.
Nós Te louvamos por este tempo de pausa, de silêncio.
Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria,
permitiu que ela respondesse "sim"!
E a Canção se fez gente, e habitou no meio de nós (Jo 1,14).
Temos timbres diferentes,
Temos timbres diferentes,
e exatamente por isso podemos cantar
na trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor.
Que possamos unir nossas diferenças
para que a canção seja mais santa e mais bela.
Sabemos que na vida existem acidentes,
mas não nos deixes cair na desafinação.
Que possamos ouvir a voz uns dos outros,
seguindo as tuas orientações e movimentos,
nosso Maestro Maior!
Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão:
desde o pianíssimo e oculto serviço da composição,
até à fortíssima visibilidade de nossa canção
nos Meios de Comunicação.
Acima de tudo, nós Te pedimos:
lembra-nos que a clave é quem dá o nome,
a altura e o significado de tudo o que cantamos.
E a nossa clave és Tu,
Sol Nascente, Luz do Alto,
que veio nos ensinar a profetizar pela canção,
com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão.
De todas as verdades, És o supremo cantor.
Senhor Jesus,
nossa boca cantará ao ritmo do Teu coração.
Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor.
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